A EMBARQ Brasil realiza estudos sobre o impacto da poluição atmosférica aos usuários de transporte coletivo urbano e moradores da região pesquisada. O objetivo é quantificar o impacto que as intervenções no transporte coletivo têm na exposição de cada passageiro à poluição do ar.
As intervenções no transporte coletivo podem ser: adoção de filtros e catalisadores na frota urbana de ônibus, mudança para combustíveis mais limpos, adoção de sistemas de transporte mais rápidos e eficientes (BRT), etc. Para quantificar o impacto causado, as medições de poluentes em campo devem ser feitas antes e depois da implementação de cada intervenção.

Apesar do potencial dessas intervenções para reduzir riscos à saúde, as cidades, ao escolherem seus sistemas de transporte coletivo, geralmente não levam em consideração os níveis de poluição a que os usuários estarão expostos. A EMBARQ recomenda um estudo dos níveis de exposição pessoal prévio a seleção e projeto dos sistemas de transporte e a alocação de recursos a fim de identificar zonas de níveis elevados de exposição.
Exposição Pessoal
A exposição à poluição atmosférica depende da concentração de poluentes em cada local (ou “micro-ambiente”) e do tempo ali despendido. A exposição pessoal é o nível de poluição a que cada pessoa é exposta e a sua quantificação é chamada “dose”. As doses tendem a ser 2 a 3 vezes maiores perto das vias de ônibus.
A Organização Mundial da Saúde reportou que a poluição atmosférica é responsável por 800.000 mortes prematuras anualmente. O impacto na saúde é variado: decréscimo das funções pulmonares, asma, batimentos cardíacos irregulares e ataques cardíacos, câncer e morte prematura para indivíduos com doenças cardíacas e pulmonares.
Foto: Let Ideas Compete