Seminário aborda ganhos ambientais com o BRT
Publicado em Jul 28 2011

O 1º Seminário de Tecnologias Sustentáveis do Transporte foi um passo importante para o Brasil em busca de um caminho mais sustentável para sua mobilidade. Realizado pela Fetranspor, com apoio de várias organizações nacionais, entre elas a EMBARQ Brasil, o evento aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 26 e 27 de julho e levantou questões fundamentais sobre a matriz energética e tecnológica do setor de transportes brasileiro.

Um dos temas apresentados foi o ganho ambiental com os BRTs nas cidades-sede da Copa. O diretor-presidente da EMBARQ Brasil, Luis Antonio Lindau, um dos painelistas do Seminário, informou que 118 km dos 480 km planejados para os BRTs no Brasil já estão em andamento, deste total, 179 km só no Rio de Janeiro. "O BRT nasceu no Brasil, depois foi implementado em diversas cidades do mundo e agora está voltando para cá", disse ele, relembrando Curitiba, cidade pioneira do sistema BRT.

Para Lindau, a redução de emissões de gases poluentes é um dos claros benefícios do sistema BRT, apesar do percentual de diminuição ainda não ter sido medido. “A redução inicial é resultante da racionalização que traz o sistema, com menos ônibus, mas de maior capacidade. As tecnologias a serem usadas ainda não foram totalmente definidas, mas os combustíveis avançam nitidamente na redução de emissões”, diz.

Para o Gerente de Planejamento e Operações da Fetranspor, Guilherme Wilson, 50% da poluição global vinda do transporte rodoviário poderia ser eliminada se houvesse ainda mais quilômetros de BRT implantados. Ele calcula que 554 km de corredores BRT seriam suficientes para fechar a conta.

Wilson acredita que a redução do número de ônibus nas ruas e de quilômetros rodados, além do aumento da velocidade média dos veículos, levando em conta as características do sistema BRT, trazem benefícios à população. “Nossos estudos não são científicos, mas nos permitem deduzir e fazer projeções para a melhoria da qualidade de vida e a diminuição de emissão de gases nocivos”, concluiu.

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