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Cinco projetos urbanos que transformaram suas cidades

Há mudanças em uma cidade que vão além da superfície. São projetos transformadores, com o poder de gerar um impacto ainda mais profundo do que as modificações estéticas e/ou de infraestrutura. Iniciativas que influenciam positivamente a economia, o meio ambiente e a comunidade que os recebe – de maneiras inesperadas ou até sem precedentes.

Projetos como o High Line, o parque suspenso de Nova York, ou a CicloRuta, de Bogotá, vão além da função que os originou e abrem nossos olhos para novas possibilidades, propondo abordagens inovadoras para desafios tão conhecidos dos centros urbanos ao redor do mundo.

High Line, Nova York

Um escape em meio aos prédios e à correria do dia a dia em uma das maiores metrópoles do mundo. Com cerca de 2,3 km de extensão, o parque foi construído sobre os trilhos de uma linha desativada da malha ferroviária da cidade. Ao conferir um novo uso para um espaço ocioso da cidade, oferecendo um novo espaço de lazer e convivência e impactando a rotina de muitos nova-iorquinos, o High Line é um dos principais exemplos de revitalização urbana do mundo.

(Foto: Shinya Suzuki/Flickr)

CicloRuta, Bogotá

É uma das maiores malhas cicloviárias do mundo. São aproximadamente 440 quilômetros e pelo menos 30 rotas diferentes, todas interconectadas em algum ponto, a fim de facilitar o deslocamento dos ciclistas. A malha foi desenhada considerando a topografia da cidade – mais plana no sentido Norte-Sul e com alguns declives no Leste-Oeste. Dessa forma, as ciclovias estimularam uma mudança nos hábitos de deslocamento de milhares de habitantes, contribuindo para reduzir os índices de poluição na capital colombiana.

(Foto: Claudio Olivares Medina/Flickr)

Metrocable, Medellín

Medellín foi a primeira cidade da América Latina a usar o teleférico como meio de transporte, para atender pessoas que vivem em regiões de difícil acesso ao transporte coletivo. Implantado em 2004, foi inspiração para outros sistemas similares, como o teleférico do Alemão, no Rio de Janeiro. A conexão entre os bairros dos morros e a parte mais baixa da cidade, em Medellín, reduziu o tempo gasto nos deslocamentos e desencadeou outras intervenções urbanas e sociais nas comunidades mais carentes da cidade.

(Foto: Guía de Viajes Oficial de Medellín/Flickr)

Cheonggyecheon, Seul

A recuperação do riacho que corta a capital sul-coreana é um exemplo conhecido do impacto que um bom projeto pode trazer para a vida em uma cidade. A rodovia elevada construída sobre o Cheonggyecheon nos anos 60 desvalorizou a área e afastou 40 mil residentes e 80 mil empregos ao longo de uma década. A mudança veio em 2003, quando o então prefeito decidiu pela demolição da rodovia e a recuperação do canal, hoje um espaço público saudável e vibrante que contribuiu para aumentar a proteção contra inundações, o número de passageiros de transporte coletivo e a oferta de empregos na região.

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(Foto: Carlos Felipe Pardo/Flickr)

Plano de ação contra epidemia, Surat

Nem todos os projetos transformadores precisam envolver mudanças de infraestrutura no espaço público. A cidade indiana de Surat, por exemplo, partiu da epidemia de uma peste pneumônica, em 1994, para reformar todo o seu sistema de saúde. A mudança envolveu esforços na gestão de resíduos, limpeza urbana, saneamento e distribuição de água e resultou em uma transformação abrangente, incluindo também outras áreas, como o gerenciamento de riscos e a resiliência climática.


WRI premia projetos transformadores

Em uma transformação, ocorre essencialmente uma mudança de estado: de uma condição anterior para uma nova situação. Projetos como os citados neste post provocam mudanças profundas e desencadeiam, de fato, transformações urbanas. Em busca de novos casos de sucesso como esses, o WRI Ross Center para Cidades Sustentáveis lançou o WRI Ross Prize for Cities (Prêmio WRI Ross para Cidades), uma competição global para identificar, premiar e replicar iniciativas urbanas transformadoras.

Iniciativas de qualquer parte do mundo podem ser inscritas até junho deste ano, e o vencedor, que será anunciado em abril de 2019, receberá o prêmio no valor de US$ 250 mil. Serão selecionados projetos com impactos tangíveis em pelo menos uma das seguintes dimensões: vitalidade econômica e resiliência, sustentabilidade ambiental e bem-estar social. Projetos que catalisem mudanças positivas e despertem nas pessoas uma nova percepção sobre mudanças positivas que podem ser feitas nas nossas cidades.

Saiba mais e inscreva-se.

rossprize

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